terça-feira, 8 de abril de 2008

Cortina de fumaça

Os cigarros que fumo nestes versos
Estão enegrecendo os meus pulmões
A fumaça me invade até os tendões
E eu termino um cigarro e um outro eu peço

Meus dentes amarelos, eu confesso,
Meus versos à procura de emoções
Meus dribles à procura de joões
Driblam a vida, os mundos e universos

Mas não vejo, por causa da fumaça,
Que minha liberdade é uma desgraça,
E que não sou assim tão libertário

Mas como este soneto é um exercício
Eu sei que o que vai ser o meu suplício
Será morrer de um câncer literário.

I.R.