.........................a simplicidade é algo muito complexo........................
..........................e eu, barroco tardio, não a possuo.........................
...........................quem sabe um dia, quem o saberá?..........................
.........................................simplicidade................................
..........................................ou maldição................................
.........................................talvez sonho................................
.........................................semi-difícil................................
.........................................de se sonhar................................
.........................................pra se viver................................
..........................................de digerir.................................
..........................................carrossel..................................
.........................................ou carretel.................................
.........................................novelo de lã................................
.........................................novela de cá..............................
............................porque a simplicidade é complexa.........................
...........................e eu, barroco de nascença, não tenho......................
..........................quem sabe um dia na próxima encarnação?....................
R.
terça-feira, 21 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Bilhete aos meus amigos
Buenos Aires, 20 de junho de 2009,
É no respeito pelo silêncio que sempre mantivemos entre nós que somos amigos. Não se trata de distância, nem mesmo da geográfica, mas da liberdade de se dizer qualquer coisa, quando se quer dizer.
Amo vocês.
I.R.
É no respeito pelo silêncio que sempre mantivemos entre nós que somos amigos. Não se trata de distância, nem mesmo da geográfica, mas da liberdade de se dizer qualquer coisa, quando se quer dizer.
Amo vocês.
I.R.
domingo, 19 de julho de 2009
Belo e Gracioso
33.
não quero fazer referência
à idade de cristo.
afinal,
não espero que você seja crucificado.
digo sim, o que digo sempre
muitas felicidades.
muito trabalho,
muito dinheiro,
muita potência sexual
para alimentar a sua Abelha,
muito chope,
muita alegria,
muitas viagens,
muitos filhos,
pois sem querer pressionar,
tá na hora.
Viva Zapata!
I.R.
não quero fazer referência
à idade de cristo.
afinal,
não espero que você seja crucificado.
digo sim, o que digo sempre
muitas felicidades.
muito trabalho,
muito dinheiro,
muita potência sexual
para alimentar a sua Abelha,
muito chope,
muita alegria,
muitas viagens,
muitos filhos,
pois sem querer pressionar,
tá na hora.
Viva Zapata!
I.R.
sábado, 18 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
de pais e avós
a sobrancelha paterna,
o queixo materno,
os olhos do pai,
a boca da mãe,
o nariz, provavelmente, papai,
os cabelos, com certeza, mamãe,
a magreza de Eymar,
a postura de Juvenal,
as mãos de Lulu,
e o joanete,
ah, o pequeno dedo
que está nascendo no meu pé esquerdo,
esse é todo Noca.
I.R.
o queixo materno,
os olhos do pai,
a boca da mãe,
o nariz, provavelmente, papai,
os cabelos, com certeza, mamãe,
a magreza de Eymar,
a postura de Juvenal,
as mãos de Lulu,
e o joanete,
ah, o pequeno dedo
que está nascendo no meu pé esquerdo,
esse é todo Noca.
I.R.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Roberto e Roberto
Há muitos anos me chama a atenção os pontos de contato e os de diferença entre um Roberto brasileiro e um Roberto argentino.
Os dois são da década de 40, diferença de 4 anos, sendo o brasileiro o mais velho.
Ambos são cantores, artistas. O mais velho comemora 50 anos de carreira, e o mais novo, fará o mesmo em 2010.
50 anos. Fama. Fãs. Amor e paixão. Loucura. Dois nomes do rock dos anos 60 que no final da década aportaram na música romântica, de onde não saíram mais.
Duas vidas discretas, pouco comentadas, com diversas entrelinhas para preencher. O primeiro, discreto no palco. O segundo, um verdadeiro símbolo sexual.
Bregas. Assim foram chamados durante décadas.
Mas algo aconteceu no correr dos anos. O Roberto brasileiro ganhou a quase unanimidade. Foi gravado por seus colegas, pelas novas gerações, foi acolhido, amado e seguido por jovens e adultos, e hoje, com 50 anos de carreira continua vigente cantando seus sucessos antigos, elevados à categoria de músicas fundamentais da história da música brasileira.
Enquanto isso, o Roberto agentino é seguido pelas suas antigas fãs, jovens senhoras dos 45 aos 70 anos. Poucos jovens. Pouco reconhecimento das novas gerações, para quem ele continua sendo considerado brega. Uma luta contra um enfisema, e a espera por um transplante duplo.
Assim, o Roberto brasileiro, Roberto Carlos, se tornou rei. E comemorou mais um ano, o quinquagésimo, de reinado com os súditos no Maracanã.
E o Roberto argentino, Roberto Sánchez, o Sandro, se tornou apenas um mito, mesmo em vida, essa que luta para manter.
A minha proposta, ou o que te propongo, é deixar o pseudo-intelectualismo de lado, e escutar esses dois cantores sem preconceito, assumindo-os como parte importante da música romântica, assumindo a música romântica como expressão artística, não apenas como algo brega, coisa que muitas vezes realmente é.
I.R.
Os dois são da década de 40, diferença de 4 anos, sendo o brasileiro o mais velho.
Ambos são cantores, artistas. O mais velho comemora 50 anos de carreira, e o mais novo, fará o mesmo em 2010.
50 anos. Fama. Fãs. Amor e paixão. Loucura. Dois nomes do rock dos anos 60 que no final da década aportaram na música romântica, de onde não saíram mais.
Duas vidas discretas, pouco comentadas, com diversas entrelinhas para preencher. O primeiro, discreto no palco. O segundo, um verdadeiro símbolo sexual.
Bregas. Assim foram chamados durante décadas.
Mas algo aconteceu no correr dos anos. O Roberto brasileiro ganhou a quase unanimidade. Foi gravado por seus colegas, pelas novas gerações, foi acolhido, amado e seguido por jovens e adultos, e hoje, com 50 anos de carreira continua vigente cantando seus sucessos antigos, elevados à categoria de músicas fundamentais da história da música brasileira.
Enquanto isso, o Roberto agentino é seguido pelas suas antigas fãs, jovens senhoras dos 45 aos 70 anos. Poucos jovens. Pouco reconhecimento das novas gerações, para quem ele continua sendo considerado brega. Uma luta contra um enfisema, e a espera por um transplante duplo.
Assim, o Roberto brasileiro, Roberto Carlos, se tornou rei. E comemorou mais um ano, o quinquagésimo, de reinado com os súditos no Maracanã.
E o Roberto argentino, Roberto Sánchez, o Sandro, se tornou apenas um mito, mesmo em vida, essa que luta para manter.
A minha proposta, ou o que te propongo, é deixar o pseudo-intelectualismo de lado, e escutar esses dois cantores sem preconceito, assumindo-os como parte importante da música romântica, assumindo a música romântica como expressão artística, não apenas como algo brega, coisa que muitas vezes realmente é.
I.R.
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
eu sou um cara
não fumo,
não consumo,
bebo pouco.
mas na filosofia
de primeiro um pé
depois o outro
um dia após o outro,
sou um outro que não eu.
i'm the dude.
I.R.
não consumo,
bebo pouco.
mas na filosofia
de primeiro um pé
depois o outro
um dia após o outro,
sou um outro que não eu.
i'm the dude.
I.R.
domingo, 12 de julho de 2009
Sucessão
Aos poucos a histeria coletiva
Me faz buscar também um psicólogo
Pra transformar em diálogo o monólogo
E transpostar à mão a mente ativa
(Mente histericamente sempre viva,
Flor murcha no jardim de algum teólogo,
De Machado de Assis algum apólogo,
Alguma encarnação de Zeus ou Shiva)
A mente coletiva de um histérico,
Um rei com um sorriso cadavérico,
Uma história que eu nunca contarei.
Já que o rei, meus amigos, está nu,
E em seu trono se senta um urubu.
É rei morto, rei posto - Viva o rei!
I.R.
Me faz buscar também um psicólogo
Pra transformar em diálogo o monólogo
E transpostar à mão a mente ativa
(Mente histericamente sempre viva,
Flor murcha no jardim de algum teólogo,
De Machado de Assis algum apólogo,
Alguma encarnação de Zeus ou Shiva)
A mente coletiva de um histérico,
Um rei com um sorriso cadavérico,
Uma história que eu nunca contarei.
Já que o rei, meus amigos, está nu,
E em seu trono se senta um urubu.
É rei morto, rei posto - Viva o rei!
I.R.
sábado, 11 de julho de 2009
Rádio atualizada
Buenos Aires, 11 de julho de 2009
Prezados,
depois de muito tempo, a Rádio Carta e Verso foi atualizada. Não sei se alguém que entra neste espaço virtuo-real-pseudo-literário escuta as músicas que estão aí. Mas como digo, não me importa. Escuta quem quer. Coloco aí porque quero.
Desta vez, toda a Rádio Carta e Verso traz as músicas do cd Composição, do grupo Dona Zica.
Com vocês, Dona Zica.
I.R.
Prezados,
depois de muito tempo, a Rádio Carta e Verso foi atualizada. Não sei se alguém que entra neste espaço virtuo-real-pseudo-literário escuta as músicas que estão aí. Mas como digo, não me importa. Escuta quem quer. Coloco aí porque quero.
Desta vez, toda a Rádio Carta e Verso traz as músicas do cd Composição, do grupo Dona Zica.
Com vocês, Dona Zica.
I.R.
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