terça-feira, 29 de setembro de 2015

apesar das janelas

Foto: Jacqueline Hoofendy
 
até onde a vista alcança
aquilo que não se compra,
nem a prazo nem à vista,
sem data de vencimento,
sem prazo de validade...
e quando a vista já não chega
nos restam as palavras
e o pensamento
nem à vista nem a prazo
sem prazo de vaidade,
com sede de conhecimento.
e onde a vista já não chega
e as palavras já não bastam,
sem prazo, sem ordem, sem data,
sem contas nem prestação,
existe a imaginação,
que resiste,
que insiste nessa brincadeira
de seguir seguindo.

I.R.