abro uma janela
terça-feira, 7 de novembro de 2017
sobre a janela
abro uma janela
terça-feira, 31 de outubro de 2017
dia das bruxas
nem tem culpa.
a bruxa é o bode expiatório
do machismo e da intolerância...
deixemos a bruxa,
é hora de combater os carrascos
a palavra foi cerceada,
o canto foi calado
e o magistrado antidemocrático
impõe uma democracia à população...
sem o povo
enquanto isso, de novo,
soltos e culpados,
os "nobres" deputados
mantém o rei nu no poder.
I.R.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
iluminação
minimalista,
econômico...
mentira.
me expresso pouco,
falando demais.
porque falar o que penso
não é dizer o que sinto...
e sair do labirinto
é acender o farol.
I.R.
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
gravidez
não há teto que me cubra
nem segredo que eu descubra,
mas há ninhos nos galhos
e a vontade de niño de subir.
ando silencioso,
cauteloso,
gerando imagens,
guardando palavras...
mas não há pressa
nem pressão.
enquanto dure o enquanto,
caminho, me encho de encanto,
lavro, lapido, gesto,
sem nenhuma indigestão
I.R.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
apenas a saudade
entre o começo e o fim,
tua presença...
antes do início,
uma desconhecida ausência...
após o fim,
apenas a saudade.
nada será como antes,
mas entre a saudade e a saudade,
plena de amor,
há espaço para a lembrança,
há o desejo ou a esperança
de que de alguma forma
a gente volte a se encontrar
I.R.
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
ciclovia
o caminho é sempre de pedra,
pois não há sonho no asfalto.
e numa vida sem roteiro,
talvez o primeiro
seja arriscar,
porque a vara que mede
não é a mesma que pesca,
road trip de bike,
pescaria de ideias, de emoções...
as sensações batendo no rosto
como se fossem o vento,
o vento embalando o sonho...
sonho meu, sonho nosso,
o que eu quero e o que eu posso
é não parar de pedalar
I.R.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
quinze minutos de claustrofobia
terça-feira, 1 de agosto de 2017
poemas de amor
nem cartas de amor
ou canções apaixonadas...
não se trata de ter medo
ou descrer dos contos de fadas...
não posso.
prefiro a conversa ao pé do ouvido,
seu perfume, seu abraço amigo...
eu com você e você comigo.
talvez eu possa,
mas não quero escrever poemas de amor.
prefiro seu calor
e tudo de bom que você me traz
I.R.
quinta-feira, 27 de julho de 2017
tô à toa
em posição de loto
deitado no mato...
tô curtindo o recato,
vivendo o recanto...
tô à toa,
da mudez do cracatoa
à nudez disposta em ato.
tô à toa...
na ponta da flecha,
na ponta da língua,
afiei meu curare
I.R.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
ojo de poeta
ojos poéticos se multiplican
por sobre las rejas,
y sobrepasan las duras puntas
que hieren,
lanzas puntiagudas que lastiman...
ojos poéticos se abren en colores,
y tal vez suavicen la realidad...
o los dolores...
tal vez simulen
o emulen una verdad...
ojos poéticos se multiplican
como agujeros negros,
que están por ahí, que existen,
pero no logramos saber
exactamente para qué
I.R.


